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14 - Cuidados com as escovas dentais Priscila da Silveira Sousa Reis As escovas dentais constituem parte importante do arsenal utilizado para realização do controle mecânico do biofilme dentário. Por outro lado, existem evidências científicas que as escovas dentais, após serem utilizadas, tornam-se contaminadas por diferentes tipos de microrganismos, podendo servir como reservatório para inoculação e reinoculação de microrganismos com potencial patogênico, tais como os estreptococos do grupo mutans. Assim, o uso rotineiro de escovas dentais pode contribuir para promover a disseminação de microrganismos na cavidade bucal, no mesmo indivíduo ou entre diferentes indivíduos. Esse fato é de fundamental importância num país como o Brasil, onde o uso coletivo de escovas dentais é elevado, particularmente nas famílias de baixo nível sócio-econômico. Eventualmente, também pode haver contato direto entre escovas de diferentes membros da família, nos recipientes sobre a pia ou nos armários de banheiro. Complicado também, é o controle da ocorrência de contato salivar entre indivíduos, em ambientes como creches, pré-escolas e outras instituições que abrigam crianças de tenra idade, podendo a escova ser trocada e/ou compartilhada, inadvertidamente. Por estes motivos, alguns pesquisadores têm se preocupado em avaliar a contaminação microbiana das escovas dentais, propondo alguns métodos para desinfecção das mesmas. Tendo em vista que a Odontologia atual enfatiza os conceitos de prevenção e biossegurança, o objetivo deste trabalho é, baseado na literatura, passar orientações relativas ao uso de soluções antimicrobianas para desinfecção das escovas e sobre o armazenamento adequado, para que os profissionais da área de saúde tenham conhecimento e responsabilidade de praticar e divulgar o "controle da infecção". Referências Bibliográficas:
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