22 - Avaliação do conhecimento dos usuários da Clínica Odontológica da UNIFENAS sobre o câncer bucal e o auto-exame

Silvia Penzim Miranda Gomes
Fernanda Violla
Ana Carolina Lopes
Amanda Beatriz Dahdah Aniceto de Freitas
Universidade José do Rosário Vellano - Unifenas

O câncer de boca representa 5% do total da incidência no âmbito mundial, e acomete principalmente em pacientes do sexo masculino, tabagista e etilista. No Brasil, ele assume importância por causa do câncer de lábio, uma vez que se trata de um país tropical que sustenta atividades rurais nas quais os trabalhadores ficam expostos de forma continuada ao sol. Os fatores que podem levar ao câncer de boca são o vício de fumar, o consumo de álcool, a má higiene bucal e o uso de próteses mal-ajustadas. Os principais sintomas do câncer de boca é o aparecimento de feridas que não cicatrizam, ulcerações indolores, que podem sangrar ou não, e manchas esbranquiçadas ou avermelhadas nos lábios ou mucosas. O câncer de boca é uma doença curável se tratada no seu início, por isso o auto-exame é de fundamental importância e tem como finalidade identificar lesões precursoras e iniciais do câncer. O objetivo deste estudo foi avaliar o conhecimento dos usuários da Clínica Odontológica da UNIFENAS - Varginha, sobre o câncer bucal e o auto-exame. A avaliação foi realizada por meio de questionário dirigido e os entrevistados receberam informações sobre o câncer e o auto-exame. Os resultados obtidos representam um alerta: 82% dos entrevistados responderam que sabiam que o câncer é uma doença que pode se desenvolver na boca, porém, 66% desses desconhecem o auto-exame. Na rotina da clínica odontológica, os acadêmicos fazem exame intraoral para diagnóstico de lesões fora dos padrões de normalidade; quando os pacientes foram perguntados se o dentista já havia realizado exame para diagnóstico precoce de câncer, 80% dos entrevistados responderam que não. Observando os resultados podemos concluir que, mesmo sabendo que o diagnóstico precoce é o melhor caminho para cura do câncer de boca, os pacientes entrevistados desconhecem tal fato e não foram orientados a fazer o auto-exame.

Referências Bibliográficas:
www.inca.gov.br
BORAKS, S. Diagnóstico bucal. 3ª ed. São Paulo, Artes Médicas, 2001.
NEVILLE,B.W. et al. Patologia Oral & Maxilofacial. Rio de Janeiro, Guanabara Koogan, 1995.

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