Pesquisa de docente e egresso tem destaque na mídia nacional
O trabalho verificou que a bebida alcoólica é prejudicial à recuperação óssea
Compartilhar
Rosângela Fressato
Após ser publicado na Revista Brasileira de Ortopedia, o assunto se expandiu pelos veículos de comunicação
Uma pesquisa realizada na UNIFENAS, câmpus de Alfenas, teve grande destaque na mídia nacional: rádio Jovem Pan de São Paulo, Jornal Hoje (Rede Globo) e diversos sites.
O trabalho, denominado “Efeitos do alcoolismo e da desintoxicação alcoólica sobre o reparo e biomecânica óssea”, foi desenvolvido pelo egresso do curso de Enfermagem Renato de Oliveira Horvath, sob a orientação da professora Dra. Evelise Aline Soares, coordenadora do Laboratório de Anatomia da UNIFENAS.
De acordo com Evelise, já são abordados na literatura científica os efeitos do etanol sobre o tecido ósseo, porém em concentrações altas, em torno de 30, 40%. A proposta do trabalho foi testar o efeito do álcool com concentração a 15% e também avaliar o efeito da desintoxicação alcoólica. O artigo é inédito e foi publicado na Revista da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia.
A pesquisa, realizada com ratos, mostrou que o paciente alcoolista, eliminando o hábito de ingerir bebida alcoólica antes de um procedimento cirúrgico, poderá esperar melhoras no osso, na biomecânica e na reparação óssea. “Mas as sequelas deixadas pelo etanol ainda são uma realidade, e mesmo a ingesta pequena de álcool é suficiente para agredir um tecido ósseo”.
Para a orientadora, é muito bom ver o fruto do trabalho desenvolvido na UNIFENAS ganhar um âmbito não só regional, mas também nacional. Ela ressalta que o trabalho é na verdade de iniciação científica, apresentado como TCC (Trabalho de Conclusão de Curso), o que reforça sua importância na graduação.
O egresso Renato Horvath conta que sua participação na pesquisa foi de grande valia, uma vez que lhe propiciou uma prática laboratorial inexistente no currículo dos cursos de graduação. “É uma experiência nova, diversificada. Na graduação a gente tem mais contato com as questões específicas do curso; a iniciação científica é algo diferente”.