Ademir S. de Almeida*
Punição foi um dos assuntos que estudamos há algum tempo no curso de Psicologia, na matéria lecionada pela professora Denise Moura Leite. Sabemos que praticamente em todos os lugares há normas e regras a serem seguidas e que a quebra delas pode gerar algum tipo de punição ou consequência. Mas será que punição funciona?
Alguns acham que a punição funciona, outros pensam que ela funciona apenas em partes e ainda há os que discordam completamente da aplicação dela. Na verdade, o funcionamento ou não da punição é muito relativo, pois depende do contexto e da forma em que está sendo aplicada a penalidade. E quem é punido, como se sente?
Alguns recebem a correção de bom grado, com calma e humildade, mas há aqueles que se revoltam, reagindo com rancor e hostilidade. Na Bíblia, temos a história de Adão e Eva, que, ao quebrarem um princípio estabelecido por Deus, sofreram consequências drásticas (Gênesis 3). O interessante é que eles já tinham sido avisados por Deus para não comerem de uma determinada árvore do jardim do Éden, mas, mesmo assim, escolheram desobedecer a ele. Eles tentaram se esconder, com medo e vergonha, mas Deus não deixou de amá-los por causa deste incidente, pelo contrário, Ele os procurou para uma reconciliação, pois Deus corrige a quem Ele ama (Hebreus 12:6).
Certas penalidades podem surtir um efeito positivo, desde que sejam permeadas de ética, justeza e sabedoria. Peça a Deus que o ilumine para que, quando necessário, você saiba lidar com o problema em questão, sem gerar outro.
*Estudante do 4º Período de Psicologia UNIFENAS, câmpus de Alfenas, Missionário e Capelão Prisional