“SAÚDE
EM MOVIMENTO” - A IMPORTÂNCIA DA GINÁSTICA LABORAL NO AMBIENTE DE TRABALHO
*Iunes, Denise Hollanda; ** Castro, Flávia de Almeida; **Salgado, Helke
Swertes
O presente estudo, realizado
no setor administrativo da Universidade José do Rosário Vellano, conta
com a participação de dezessete funcionários e tem como objetivos: prevenir
a fadiga muscular, reduzir o número de acidentes de trabalho, corrigir
vícios posturais, fazer com que os trabalhadores se sintam mais dispostos
ao iniciar a jornada de trabalho e prevenir as doenças causadas por traumas
acumulativos. Inicialmente foi aplicado um questionário sobre a qualidade
de vida, formado por trinta e seis itens englobados em oito escalas: capacidade
funcional, aspectos físicos, dor, estado geral da saúde, vitalidade, aspectos
sociais, aspectos emocionais e saúde mental. O mesmo apresenta um escore
final de 0 a 100, no qual 0 corresponde ao pior estado geral de saúde
e 100 ao melhor estado. Em seguida, deu-se início à ginástica laborativa
com uma freqüência de duas vezes por semana e duração de quinze minutos
minutos por vez em cada sala de trabalho (totalizando quatro salas). Os
exercícios abrangem: cabeça e pescoço, tronco, membros superiores e membros
inferiores, com realização de alongamentos, mobilizações ativas das articulações,
automassagens, exercícios respiratórios, exercícios com bastões e bambolês.
Após seis meses, foi reaplicado o questionário obtendo novos resultados
para comparação com o primeiro. Os resultados foram os seguintes: para
capacidade funcional, 5 trabalhadores apresentaram melhora, 3 piora e
9 mantiveram o mesmo escore; para aspectos físicos, 2 trabalhadores apresentaram
melhora, 3 apresentaram piora e 12 mantiveram o mesmo escore; para dor,
10 apresentaram melhora, 5 piora e 2 mantiveram o escore; para estado
geral da saúde, 9 apresentaram melhora, 7 piora e 1 permaneceu com o mesmo
escore; para vitalidade, 3 apresentaram melhora do quadro, 9 piora e 5
mantiveram o escore inicial; para aspectos sociais, 7 apresentaram melhora,
3 piora e 7 mantiveram; para aspectos emocionais, 2 obtiveram melhora,
3 piora e 12 continuaram com o mesmo escore; para saúde mental, 1 apresentou
melhora, 12 piora e 4 continuaram com o mesmo escore. Ressalta-se, então,
a importância da continuidade do trabalho para a melhoria da qualidade
de vida e desempenho das atividades diárias desses funcionários, aumentando
assim a produtividade e diminuindo o aparecimento de patologias indesejadas
que impossibilitem a realização da função normal.
* Professor(a) da UNIFENAS, CP. 23, 37132-440, Alfenas(MG)
**Acadêmico(a) da Unifenas, em Alfenas(MG).