PSICOLOGIA E SAÚDE- INTERVINDO JUNTO E COM POPULAÇÕES VULNERÁVEIS
*Guedes, M.E.F.; Assis, K.A.; Baldim, C.; Caliari, J.; Carvalho, N.M.; Cinati, K.S.; Corsini, G.S.; Costa, A .; Ferreira, C.L.M; Ferreira, D.L.T.; Ferreira,G.; Lacerda, M.C.; Melo,V.; Mendes, A.G.V.; Moreira, J.O; Pelegrini,I.; Pereira, M.; Ribeiro, A. D; Ruela, G.; Santiago, M. T.; Silva, L. A . ; Silva, M.V.,Valadares

         A Saúde física e mental relaciona-se com os corpos sociais e com as inúmeras relações humanas: afetivas, trabalhistas, culturais e suas conseqüências, pois os sujeitos que estão sendo submetidos a processos disciplinares, à modelação e submissão e às práticas sociais e de vários profissionais de saúde vão constituindo hoje a chamada subjetividade moderna (SPINK,2002).Alguns grupos sociais: mulheres, adolescentes, dependentes químicos, portadores de necessidades especiais e de transtorno mental, etc. vêm lutando, ao longo dos anos, por uma assistência à saúde diferenciada e por políticas de prevenção e assistência, que não os vê simplesmente como patologias ou sintomas. As políticas públicas de saúde no Brasil na década de 80 tiveram influência do movimento de reforma sanitária. Na constituição brasileira de 1988 destaca-se: 1. reconhecimento da saúde como direito de cidadania (art. 6º); 2. A criação do Sistema Único de Saúde – SUS (Constituição,1998, art. 198), integrado por uma rede regionalizada, hierarquizada e organizada de acordo com as diretrizes de descentralização, igualdade, atenção integral e participação da comunidade. Além de todas as necessidades da população, os indivíduos devem ser atendidos, nos aspectos da promoção, prevenção, tratamento e reabilitação, com ações que viabilizem a articulação da saúde com outras políticas públicas geradoras de qualidade de vida e melhoria dos níveis de saúde (LOS 8080/90) e com a garantia da participação da sociedade civil (LOS 8142/90). O conceito de saúde mental, segundo a Organização Mundial da Saúde- OMS (BURIN,1987,p.33) é um “estado de bienestar, y no solo como la ausencia de enfermedad”. Bock (2001) afirma que a Psicologia deve contribuir para “fortalecer os sujeitos” ; permitir-lhes o desenvolvimento de uma “compreensão crítica” da inserção que têm no mundo social; contribuir para a construção de projetos de intervenção cotidiana no mundo; trabalhar para “resignificar experiências”, de modo a reestruturar as apropriações que faz do mundo, atualizando-as e tornando-as parte confortável de sua subjetividade. Este é nosso objetivo quando estamos intervindo no Programa de Saúde da Família – PSF em Alfenas e Divisa Nova. Estamos desenvolvendo proposta de intervenção junto a idosos, creches, gestantes, portadores de transtorno mental e jovens (grupos atendidos pelos dois PSF). Baseamos nossa proposta no trabalho com grupos e oficinas, visando promover a saúde mental e resgatar a auto-estima de grupos socialmente vulneráveis. A metodologia de oficinas advém da reflexão já realizada largamente por grupos de universidades; profissionais de Psicologia, Pedagogia, Serviço Social, entre outros. Este instrumental metodológico (oficinas/trabalhos de grupo) mantém um diálogo com a filosofia da pesquisa-ação e tem, na proposta pedagógica proposta por Paulo Freire e na base teórica da Saúde coletiva, alguns dos seus referenciais. Palavras-chave: saúde e psicologia; saúde e humanização; psicologia e intervenção em saúde.


* Professor(a) da UNIFENAS, CP. 23, 37132-440, Alfenas(MG)
**Acadêmico(a) da Unifenas, em Alfenas(MG).

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