AUDITORIA
HOSPITALAR INTERNA
Marcos Rodrigo de Oliveira
A farmácia hospitalar tem demonstrado nos últimos anos um avanço em com a relação à dispensação de medicamentos e materiais médico-cirúrgicos. Os hospitais evoluíram desde pequenos grupos estruturados informalmente até grandes e complexas organizações dos dias atuais. Hospitais particulares trabalham hoje em sua maioria com uma grande fatia da participação financeira de convênios. E esses últimos estão cada vez mais buscando a diminuição de custos, refletindo principalmente no setor de faturamento e na farmácia. Desde a prescrição do médico até a administração dos medicamentos aos pacientes, podem ocorrer algumas falhas e com relação à cobrança. Como por exemplo, medicamentos que são dispensados pela farmácia, administrados pela equipe de enfermagem e não checados na papeleta. Dessa maneira, mesmo os medicamentos tendo sido utilizados pelos pacientes os convênios não os pagarão, uma vez que não haverá a documentação para isso, isto é, a checagem do medicamento no prontuário médico. Um método para a diminuição desse problema seria uma conferência diária por pessoal treinado de todos os medicamentos e materiais dispensados pela farmácia e a possível administração e ou utilização desses. Esse tipo de sistema poderia facilitar o trabalho do faturamento, que no fechamento da conta do paciente lista todos os medicamentos e materiais utilizados, que em contas de pacientes com longos períodos de internação além de trabalhoso, torna-se mais propenso a erros que a conferência diária. Dessa maneira foi realizado um trabalho comparativo de acompanhamento diário de contas de paciente e a comparação de contas que não tiveram a conferência diária. Houve uma redução nos erros nas papeletas auditadas quando comparadas com àquelas que não foram auditadas. Assim pode-se concluir que a auditoria interna é um processo de viável e de grande importância tanto para a segurança do paciente quanto para a economia da instituição.