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4 de outubro de 2019

Lei Lucas: primeiros-socorros para educadores


Everton Marques
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Oficina ocorre em uma das salas de metodologias ativas da UNIFENAS

A UNIFENAS promoveu a 2ª Oficina de Primeiros-Socorros para Educadores. A iniciativa busca atender à Lei Lucas (LEI Nº 13.722, de 4 de outubro de 2018) que torna obrigatória a capacitação de professores e funcionários de estabelecimentos de ensino públicos e privados de educação básica e de estabelecimentos de recreação infantil em casos de acidentes nas escolas. A Liga de Primeiros-Socorros e o curso de Pedagogia estão à frente das oficinas, que ocorrem na sala de metodologias ativas da instituição.

Os educadores de ensino fundamental, de Alfenas e região, participam de palestras e em seguida de simulações de socorro em casos como engasgamento e entorse. A Professora Maria Cristina da Silva, coordenadora da Pedagogia, lembra que, em caso de acidentes, o tempo médio para que o SAMU chegue até o local é algo entre 4 e 12 minutos. Neste tempo, a pessoa pode vir a óbito, como no caso em Campinas, do menino Lucas, que deu origem à lei. Ele morreu engasgado, pois os professores não souberam agir enquanto a ajuda profissional era aguardada.

O Prof. Bruno Barbosa Rosa, supervisor da Oficina, ressalta que a proposta é que, a partir do embasamento teórico, todos os participantes o possam aplicar na prática. Doutorando em Promoção de Saúde, o professor, que é credenciado pela American Heart Association (instituição que certifica profissionais para suporte básico de vida), acredita que a Lei Lucas é uma semente que surge de uma necessidade em que o primeiro atendimento é essencial. Sobre a Oficina, que tem duração de 5 horas, a ideia é que ela ocorra uma vez por ano. Contudo, por meio da Lapis (Liga de Apoio à Primeira Infância Saudável), que tem atividades itinerantes, é possível ir às escolas e fazer um reforço do treinamento. “Tudo isso é agregado como reforço, para não deixar que estas habilidades e estes conhecimentos caiam no esquecimento”, afirma o professor.