Notícias

9 de dezembro de 2019

Festival privilegia gastronomia indígena


Everton Marques
Ampliar foto
Evento ocorreu na quadra coberta da UNIFENAS e foi aberto ao público em geral

A quadra coberta da UNIFENAS, destinada à prática esportiva, foi tomada por representação de oca, de decoração com folhagens e de elementos da natureza. O trabalho decorativo, desenvolvido por alunos do curso de Arquitetura e Urbanismo, procurou aproximar-se da “Cultura Indígena”, tema do Festival Gastronômico 2019. Os pratos salgados e doces, elaborados pelos alunos do curso de Nutrição para o festival, mesclaram a culinária tradicional com produtos que fazem parte da alimentação dos índios.

Um eclético corpo de jurados escolheu o melhor alimento dentro de cada uma das duas categorias. Os vencedores foram o “Bolinho de Mandioca Recheado com Costela” e o “Pão de Mel com Massa de Mandioca e recheio de Prestígio”. Na visão da comissão que avaliou a decoração, a que mais se aproximou do tema proposto foi a oca do grupo do Bolo de Milho Cremoso no Pote.

A ideia de se trabalhar a cultura indígena surgiu a partir de três visitas técnicas que os alunos fizeram à tribo Xucuru Kariri, no município de Caldas – MG. De acordo com a professora e nutricionista Júlia Macedo Bueno, a temática do evento buscou homenagear a tribo. “Uma homenagem à raiz alimentar do Brasil que, afinal, são eles”, disse a docente que integra a comissão organizadora do Festival; juntamente com as professoras Rafaela Bergmann S. de Oliveira e Marcela Couto Brigagão Campos, estas também do curso de Nutrição, e o professor José Contigio Rodrigues Alcantara Abbade Júnior, este do curso de Arquitetura e Urbanismo.

Fazer a abordagem de uma cultura diferente serviu de estímulo para que os alunos desenvolvessem os pratos e elaborassem a decoração. Foi como fazer o resgate da culinária, da decoração, do modo de construir. Revisitar diferentes culturas também é característica dos cursos de Nutrição e de Arquitetura e Urbanismo, como destacou a professora Carolina Soares Horta de Souza, coordenadora dos dois cursos. “Foi uma atividade que integrou ensino, pesquisa e extensão. Estou muito orgulhosa de todos”, afirmou a professora.

Parte do lucro obtido com a venda dos alimentos comercializados no Festival foi utilizado, para a compra de mantimentos a serem doados a tribo.