Egressos Quarenta anos depois, turma de Engenharia Civil retorna à UNIFENASdo curso de Engenharia Civil da UNIFENAS, formados em 1986, retornaram à Universidade para marcar os 40 anos de conclusão da graduação. O encontro ocorreu no auditório Professor Edson Antônio Velano, na Biblioteca Central do câmpus de Alfenas, e reuniu ex-alunos que hoje vivem em diferentes cidades do Brasil.
A reunião representou uma oportunidade para rever colegas, recordar a trajetória acadêmica e profissional e reencontrar a instituição que fez parte da formação de cada um. Delvia Maria Pereira Swerts, uma das responsáveis pelo encontro, contou que a turma teve 42 formados. Ela é a única da cidade de Alfenas. Os encontros já ocorreram em outras localidades, mas desta vez a escolha foi pela Universidade. “Eu fiz esse encontro aqui com muito amor e muito carinho. Eu amo os meus colegas, são irmãos, irmãs”, afirmou.
Luiz Pitaluga Neto, que mora em Araras (SP) e é casado com uma alfenense, também mantém contato frequente com a cidade. Para ele, a reunião permitiu reunir quase toda a turma. “Fizemos vários encontros anteriores, sempre faltava um ou outro, mas hoje conseguimos juntar quase todo mundo.”
A trajetória profissional dos egressos alcançou diferentes regiões do Brasil e também outros países. Rogério Domingos Martins Ferreira deixou Londrina (PR) para participar do encontro. Depois da graduação, trabalhou no Brasil e no exterior. “Ter sido aluno da UNIFENAS para mim, foi tudo. Eu fui parar até na República de Angola, na África. Fui trabalhar no Exército Brasileiro em Brasília, Distrito Federal. A UNIFENAS só me abriu portas na minha vida profissional.”
Entre os presentes ao encontro e que também ajudou na organização, estava Eduardo Edson Safadi, que mora em Taubaté (MG). Ele atuou em obras de diferentes áreas da engenharia. “Vivi 40 anos de engenharia. Trabalhei no Brasil inteiro, em todas as obras portuárias, ferrovia, rodovias, edifícios, saneamento. Trabalhei em tudo, inclusive os últimos anos no Paraguai e na Bolívia”, relatou. Para ele, a convivência durante a graduação contribuiu para manter a união da turma. “A UNIFENAS nos uniu nesse ponto e mantém isso e vai manter até o final das nossas vidas.”
Professor Edson Antônio Velano
A presença do professor Edson Antônio Velano, fundador da Universidade, apareceu nas lembranças dos egressos. Os antigos alunos recordaram o contato que mantiveram com o então reitor e citaram momentos fora da sala de aula. Renato Barbosa Mantovani falou de encontros no rancho do reitor, onde tocava violão e cantava com professores da instituição.
Renato, que hoje mora em Poços de Caldas, destacou a relação que manteve com o fundador da Universidade. Ele presidiu o Diretório Acadêmico da Engenharia em 1982 e lembrou que, naquele período, a entidade conquistou uma sede própria. Também citou a relação entre as famílias: o professor Edson Velano havia sido aluno de seu pai na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Guaxupé.
Mantovani recordou ainda atividades culturais promovidas pelo Diretório Acadêmico, com apresentações da Banda Rádio Táxi e de Beto Guedes em Alfenas. Ele também destacou o orgulho de fazer parte da história da UNIFENAS, pois quando esteve como vereador em Poços de Caldas, incentivou a presença da instituição naquele município. “A gente fica feliz em estar aqui na Universidade, ver esse esforço do Professor Edson, esse patrimônio cultural e educacional que esse homem construiu. Isso para nós é muito importante.”
Exemplos para estudantes
Para os atuais integrantes da comunidade acadêmica, o encontro também representou uma oportunidade de conhecer parte da história da instituição. O professor Rogério Ramos do Prado, diretor de Extensão e Assuntos Comunitários, recepcionou os egressos e destacou que a UNIFENAS tem mais de 50 anos de história e mais de 50 mil egressos, entre graduação e pós-graduação. “É motivo de muito orgulho, de muita satisfação poder receber aqui a turma de Engenharia Civil que veio de diversas partes do Brasil, do Paraná, de Goiás, de todo lugar, e a gente recebendo cada um deles, tendo esse prazer de celebrar com eles os 40 anos de formados.”
Lívia Oliveira dos Santos, estudante de Engenharia Civil, participou da recepção e relacionou a trajetória das antigas alunas à própria formação. “Eu me inspiro muito porque eu quero ser uma das mulheres a voltar daqui 40 anos e estar formada que nem elas, estar atuando na área e ver o tanto que elas se sobressaíram tanto quanto os homens nessa área de Engenharia Civil.”
O professor Vinícius Duarte Esteves da Silva, egresso de 2020, também acompanhou o encontro. Para ele, os relatos podem chegar às novas gerações por meio da sala de aula. “Eu utilizo também nas minhas aulas para conversar com os meus alunos sobre isso, contar essas histórias. Mostrar para eles que a Engenharia vai muito além do que a gente vê aqui. Mas aqui é a base mais forte que eles vão receber. E ver essas pessoas que se formaram há 40 anos, que é muito tempo, felizes, prosperando na profissão, é um exemplo para todos nós.”