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11 de setembro de 2018

Inovar na educação é uma necessidade para professores


Everton Marques
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A tecnologia de ponta esteve presente em uma das oficinas

Acostumada a lidar com os estudantes do ensino médio, a professora Suênia Aparecida Diniz Santos Milanez, da Escola Estadual Dr. Emílio Silveira, já constatou: “Nós estamos trabalhando com jovens, e os jovens estão à nossa frente”. Diante de estudantes mais “conectados” e com maior acesso à informação, os professores de hoje são desafiados, dia após dia, a aprimorar sua forma de contribuir com o processo de ensino-aprendizagem e compreender os anseios dos alunos. “O Workshop UNIFENAS – Metodologias Ativas do Século 21”, já na sua segunda edição, tem-se apresentado como uma oportunidade para que educadores das redes pública e privada entrem em contato com novas formas de transmissão do conhecimento.

No mês de agosto, o Workshop foi realizado nas cidades de Poços de Caldas, Varginha e Alfenas. Os participantes puderam acompanhar práticas que são desenvolvidas na UNIFENAS e que podem ser aplicadas nas escolas, independente de se ter ou não a presença da tecnologia de ponta. O evento foi desenvolvido por meio de três oficinas, ministradas por docentes da Universidade. Na primeira, os educadores entraram em contato com a oficina de “Inovação com a Tecnologia”. De acordo com a professora Maria Cristina Costa Resck, docente da UNIFENAS, é preciso usar e, se necessário, adaptar a tecnologia de ponta à aprendizagem do aluno. “É inegável que esse caminho vem batendo às nossas portas. Então, o drone, as plataformas 3D, a questão do óculos [de realidade virtual] que vão entrar, de certa forma, hoje, no ensino, é importante que nós estejamos já um pouco familiarizados e, principalmente, que a gente traga isso em benefício da educação ”.

Uma segunda oficina tratou da “Inovação com dispositivos móveis”. Os educadores aprenderam a usar o celular como seu aliado em sala de aula. “Nós procuramos apresentar algumas ferramentas que estão disponíveis na Internet. O aluno pode utilizar o celular para ter acesso a essa ferramenta em sala de aula. E assim, a aula fica mais prazerosa, fica mais interessante; o aluno se envolve mais e, como consequência, obviamente, vai aprender mais”, destacou a professora Juliana Mafra Salgado Andrade, docente da UNIFENAS. Giovane de Castro Sousa, professor da Escola Estadual Pe. José Grimminck complementou: “É no que realmente o aluno hoje tem interesse: nas tecnologias”.



Alternativas à tecnologia de ponta



Como a tecnologia de ponta não faz parte da realidade da maioria das escolas brasileiras, na oficina “Inovação sem Tecnologia”, os educadores conheceram metodologias ativas que usam as aprendizagens baseadas em times; em projetos; em como pensar, discutir em pares e compartilhar; aprendizagens que trabalham a instrução por pares; bem como a sala de aula invertida. “Hoje eu considero que problematizar, dar desafios para os alunos, colocá-los no cenário de que a realidade pode ser mudada a partir do que eles trazem para a sala de aula, que eles pesquisam, que eles levam de solução, ainda é uma opção de metodologia ativa, que é funcional, é aplicável, não demanda uso de tecnologia [de ponta] e faz com que os alunos trabalhem de uma forma significativa, colaborativa nesse processo todo de construção de conhecimento”, disse a Professora Maria Cristina da Silva, também docente da Universidade.

O que ficou claro no “Workshop UNIFENAS – Metodologias Ativas do Século 21” é que os professores, mesmo com realidades diferentes de acesso à tecnologia de ponta, têm a possibilidade de promover uma educação mais interativa com os alunos e que atenda às suas expectativas. O Professor Mário Sérgio Oliveira Swerts, pró-reitor acadêmico da UNIFENAS, afirmou: “A Universidade quer lançar então uma semente para este público, para este profissional, para que ele possa também construir um aluno que esteja mais bem preparado para ensino superior. Então, este nosso Workshop, vem também justamente por essa pluralidade de gerações que nós temos e que são: geração Y, geração Z, geração Alfa, que já chegam”.

Os educadores que participaram do Workshop reconhecem que é preciso mudar, que a figura do professor que apenas transmite seu conhecimento não atende mais a estas diferentes gerações de alunos do presente e menos ainda a do futuro. “A gente está vivendo, assim, em uma era muito difícil, onde a tecnologia vem tomando conta em todos os sentidos. Então, a gente precisa estar atento, ficar por dentro de tudo que está acontecendo”, disse Helaine de Oliveira, professora da Escola Estadual Pe. José Grimminck. Como acrescentou Daniel Rocha, professor da Escola Estadual Samuel Engel, a ousadia permitirá aos professores trilhar novos caminhos na educação: “As mudanças, as inovações são necessárias e a gente está aí buscando esses caminhos, buscando as oportunidades de entrarmos nestes caminhos de inovação”.