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23 de maio de 2019

Instituição atenta às tendências educacionais emergentes


Everton Marques
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Docentes da UNIFENAS com as professoras Leila Ribeiro e Priscila Gonsalez

Coordenadores e professores da UNIFENAS participaram da capacitação em “ESTRATÉGIAS DIDÁTICAS (CRI)ATIVAS PARA DOCÊNCIA DE ENSINO SUPERIOR”. Ela foi ministrada pela professora Priscila Gonsalez, fundadora do Instituto Educadigital, referência mundial em projetos inovadores de uso pedagógico de tecnologias digitais, e pela professora Leila Ribeiro, cofundadora da SALA, empresa de design de soluções e inteligência sobre processos de aprendizagem disruptivos, com o objetivo de desenvolver o mindset digital na educação e em outros negócios.

A capacitação integra o ProDDU (Programa de Desenvolvimento Docente da UNIFENAS). Como define a os gestores da Universidade, este programa demonstra que a instituição está “atenta às tendências educacionais emergentes, consciente de seu importante papel na formação de profissionais de excelência, tem investido continuamente no desenvolvimento de seus docentes, agentes mediadores desse processo”.

Como ressaltou a professora Gerusa Dias Siqueira Vilela Terra, diretora de graduação, o ProDDU foi implantado há quase dois, no início com as metodologias ativas. Nesta nova fase as metodologias “criAtivas” para o ensino superior é que estão em evidência. “Como o nosso professor consegue desenvolver estratégias de aprendizagem que sejam realmente participativas, para culminar com uma aprendizagem significativa desse aluno.”

Dinâmicas em grupo, discussões, trocas de experiências, reflexões sobre a educação contemporânea foram proporcionadas pela capacitação. Ao discorrer sobre as metodologias criativas, Leila Ribeiro, doutora em Ciência da Informação, disse que não é nada mágico, apenas algo que você cria quando se pensa mais amplo. Segundo ela, não há mistérios, pois todos somos criativos na resolução de problemas. Levar essa metodologia para a sala de aula é usar a criatividade para dar protagonismo aos alunos, com consequente engajamento. “Esse é um ponto que difere de outras metodologias, quando você tem esse engajamento, protagonismo tanto do professor, quanto dos alunos.” Com acrescentou, o modelo anterior de aula refletia o momento histórico, “da revolução industrial e tudo mais. Agora a gente vive em outro momento e a gente precisa adequar o nosso formato de educação”.

Como o ProDDU ocorre todo o semestre, os professores da UNIFENAS já se mostram mais amadurecidos em relação às novas metodologias de ensino. Leila pôde constatar este crescimento profissional e afirmou que a cultura organizacional da instituição se mostra muito forte. “Os professores são muito preocupados realmente em fazer o seu melhor. As pessoas daqui respiram educação e a entendem como um bem social.”

Priscila Gonsalez, jornalista, educadora e empreendedora social, têm opinião semelhante. Este é o segundo ano que ela ministra uma capacitação para os docentes da UNIFENAS e destaca o comprometimento como algo latente. “Uma motivação que é intrínseca, de conhecer coisas novas, de implementar possibilidades novas.”

Ela destaca que as metodologias são infinitas e os professores tem a possibilidade de pensar a sua própria metodologia a partir da característica de seus alunos. “Nem sempre a mesma será boa todos. Isso a UNIFENAS tem muito claro, como percebo na diretriz, na forma como as coisas são conduzidas. Despertar que boas práticas já existem e elas podem ser um ritual para poder compartilhar com outros professores”, disse Priscila ao se referir também aos novos professores que chegam à instituição.

Ela deixou claro que estar aberto a novas experimentações é necessário, pois, ainda que o professor diga que “este não é o meu perfil”, ao ver como é, percebe que há elementos da nova prática que podem ser utilizados. O que também se torna relevante é desenvolver a Empatia para conhecer melhor o seu aluno para poder planejar as atividades sejam em sala de aula ou em outros espaços. “O importante é sempre olhar para os professores, como eu vejo que a UNIFENAS tem olhado. Colocar os docentes como pessoas que também são ‘aprendentes’.”