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4 de junho de 2019

Maratona Mineira de Programação conta com a participação de 37 times


Everton Marques
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Prova teve duração de 5h, e a cada resposta correta a equipe conquistava um balão

O câmpus da UNIFENAS, na cidade sul mineira de Alfenas, recebeu alunos de graduação e pós-graduação da área de Ciência da Computação, Engenharia de Computação, Sistemas de Informação e outras áreas relacionadas à computação, de todo o estado, para a 8º Maratona Mineira de Programação. A capacidade dos estudantes em responder a problemas usando a linguagem computacional foi testada no dia 25 de maio.

Entre os competidores, estavam times como o de Felipe Kallás Silva, 12º colocado na maratona brasileira de 2018 e com quatro participações na Mineira. Ele e seus colegas do curso de Engenharia da Computação da Unifei - Itajubá foram os campeões do evento na UNIFENAS. Acertaram 10, das 12 questões propostas. “Eu me divirto participando dessas competições. Eu não participo pelo currículo, mas só pela diversão mesmo”. Ao se divertir e fazer algo que gosta, você aprende. “Sim, definitivamente”, respondeu Felipe.

A Maratona Mineira de Programação começou logo pela manhã, com a foto oficial das mais de 20 instituições de ensino superior participantes, aqui chamadas apenas de escolas. Deram-se as boas-vindas e a apresentação dos patrocinadores. “A gente acha muito importante o patrocínio, porque incentivamos os alunos a seguir a carreira de desenvolvedores, de analistas de sistemas”, disse Bruno Barbosa de Souza, CEO da Nepre Consulting e egresso da UNIFENAS.

Após as instruções transmitidas aos 37 times, cada um com três integrantes e um coach, no período da tarde, iniciou-se a competição. Para responder às 12 questões, elaboradas a partir de problemas do dia a dia, o pensamento computacional dos times foi colocado à prova. “Eles contam uma história na pergunta relacionada a algum tema, a alguma coisa específica, e nela engloba uma solução da programação”, disse Maxwell da Mata Ribeiro, aluno da UNIFENAS, que está no 7º período do curso de Ciência da Computação.

O professor Roberto Afonso Costa Júnior, da Unifei - Itajubá e organizador do evento, falou sobre exercícios. “São problemas acadêmicos que a gente traz de sala de aula e eles tentam resolver isso. A vantagem daqui [Maratona] é que eles estão muito mais concentrados e aprendendo novos códigos para melhorar ainda mais os programas”.

A prova

Os times se dividiram em três laboratórios da Universidade. Na sala de Metodologias Ativas, os coachs acompanhavam o resultado. A cada resposta concluída, juízes, que estavam em outro ambiente, avaliavam se esta estava correta. Quando certa a resposta, um balão colorido era entregue aos alunos, que somavam pontos.

Todos os envolvidos acreditam que Maratona é muito mais do que uma competição de 5 horas para se resolver problemas do dia a dia. Ela auxilia na formação de pessoas diferenciadas e que atenderão às necessidades do mercado profissional com maior acerto. É nisto que acredita o aluno Carlos Roberto dos Reis, do 7º período de Ciência da Computação da UNIFENAS. “Ajuda a treinar o raciocínio lógico. Você consegue ter uma visão diferente de vários pontos de vista. Quem já tem essa experiência consegue ver uma solução além. O que é muito mais eficiente e traz resultados melhores.”

Assim como outros times, a UNIFENAS participou com três equipes. Esta foi a primeira vez que a Universidade esteve representada em uma Maratona de Programação. A competição serviu de experiência, frente a times que já conquistaram a expertise em edições anteriores. “É a primeira vez que os nossos alunos participam. Então, é tudo inusitado para eles. Agora, outras competições do estilo de Hackathon, que é onde eles têm que propor soluções, que é um outro estilo de competição, disso aí os nossos alunos já têm o hábito de fazer. Já faz uns dois, três anos que eles têm se destacado, têm participado e recebido várias medalhas ”, afirma a professora Flávia Aparecida Oliveira Santos, coordenadora do curso da UNIFENAS.

O Professor Mário Sérgio Oliveira Swerts, pró-reitor acadêmico da Universidade acrescentou: “A UNIFENAS, recebendo a 8ª Maratona Mineira de Programação, demonstra o seu papel, totalmente focado em preparar o nosso aluno para o mercado de trabalho”

No que depender dos alunos da UNIFENAS, eles participarão de outras Maratonas. “Foi muito melhor do que eu imaginava e eu tenho vontade de continuar participando”, disse Maxwell.