Notícias

18 de dezembro de 2019

Tecnologia e suas implicações na área jurídica


Everton Marques
Ampliar foto
Dr. Higor Gabriel Paz, Dra. Ana Elisa Santana de Paiva, Dra. Cristiane Helena de Paula Lima Cabral e o Dr. Alex Ian Psarski Cabral

O NDE (Núcleo Docente Estruturante) do curso de Direito da UNIFENAS, câmpus de Alfenas, promoveu o evento “Direito 4.0: Inovação tecnológica no mundo jurídico". A proposta foi instigar o acadêmico a acompanhar os avanços da tecnologia e a implicação da inteligência artificial na área do Direito.

A professora Mayra Thais Andrade Ribeiro esteve à frente do evento que contou com quatro palestras. “O que nós temos hoje com relação à tecnologia e o Direito? Nós temos na verdade ferramentas que são alguns aplicativos que auxiliam o profissional do Direito, seja na área da advocacia ou até mesmo nos tribunais, no Ministério Público. Porque todos eles necessitam de um procedimento mais célere, que o processo seja mais econômico e que a gente possa atender mais rápido a população e os nossos clientes.”

Os palestrantes apresentaram as suas vivências no campo da inovação tecnológica no mundo jurídico. Ao abordar o tema da “Advocacia e tecnologia: como é estar inserida à nova realidade do mundo”, a Dra. Ana Elisa Santana de Paiva, jurista de empresa de tecnologia da San Pedro Valley, disse que robôs não substituem advogados. “Existem trabalhos que o robô não vai conseguir fazer. A gente pode ter vários aplicativos que fazem petições, mas todo trabalho intelectual, o trato humano, a presença, o contato direto com o cliente, acho que robô nenhum vai tirar isso da gente. Então, isso é mais importante e não precisa ter medo. O futuro está aí e a gente tem que trabalhar em conjunto.”

Ao tratar da questão de “Como advogar no setor de tecnologia e startups no interior”, o Dr. Higor Gabriel Paz, presidente da comissão de startups da OAB – Varginha fez a seguinte afirmação: “Mudou-se o perfil do cliente, mudou-se o perfil do advogado, mudou-se o jeito de se advogar”.

O Dr. Alex Ian Psarski Cabral, membro da comissão de Direito das startups da OAB-BH demonstrou otimismo ao destacar “O propósito do Direito que sobrevive ao futuro”. “Alunos revelam, às vezes para mim, em sala de aula: Mas o Direito vai sobreviver a esse futuro? O Direito vai sobreviver a essa tecnologia? E eu costumo dizer que é tranquilo isso. Talvez o Direito tenha sido salvo pela tecnologia.”

A Dra. Cristiane Helena de Paula Lima Cabral, professora da Faculdade Kennedy, que foi convidada a abordar o tema “Violações de direitos humanos e tecnologia”, em entrevista, falou das exigências deste século para os profissionais do Direito: “A revolução industrial 4.0 trouxe uma mudança no profissional. Então, aquele profissional que não quer se atualizar certamente será deixado de fora. Mas, agora, aquele profissional que sabe trabalhar em equipe, que tem empatia, que sabe colaborar, esse será aproveitado. E é isso que o profissional do Direito tem que buscar e tem que fazer para esse século XXI e para essa revolução industrial 4.0”.

A professora Ivânia Goretti de Oliveira Pereira, coordenadora do curso de Direito, do câmpus de Alfenas, em poucas palavras resumiu a necessidade do evento “Direito 4.0: Inovação tecnológica no mundo jurídico”: “Eu acredito que hoje, dentro do contexto em que estamos vivendo, é de extrema importância que os nossos acadêmicos estejam preparados para enfrentar essa nova realidade”.